Uma vida sustentável?

Essa semana tive uma longa conversa sobre planos e futuro com duas amigas, que me fez refletir. Uma delas contava sobre como recentemente mudou de emprego, retornando para uma empresa em que já havia trabalhado anteriormente - e o quanto isso poderia parecer estar “regredindo” para quem via de fora. Claro, se ela tivesse permanecido todos esses anos de hiato trabalhando nesta empresa, provavelmente ela estaria em um cargo bem mais alto, com um salário maior e mais responsabilidades. Mas será que realmente foi um tempo “perdido”?


Outra delas comentava sobre escolhas, sobre caminhos e indecisões: “Se eu for para um lado, ganho ‘x’ e perco ‘y’. Se eu escolher outra estrada, não vou ter o ‘x’ que eu tanto queria mas, por outro lado, recebo o ‘z’ que nem havia pensado que queria, mas que na verdade me parece bem interessante”. Eu, ouvindo, comecei a refletir sobre as minhas escolhas e o que havia me feito trilhar o caminho que percorri.


Talvez trazer sustentabilidade para nossa vida seja muito mais do que cuidar do meio ambiente, do planeta, usar menos plástico, comer menos carne animal, desligar a torneira ao lavar a louça. Talvez a importância de cuidar tanto desses nossos segundo e terceiro lar - corpo e mente - também tenha a ver com fazer escolhas sustentáveis. Pesar aquilo que vai fazer minha alma vibrar, meu corpo responder e que, também, seja financeiramente viável pode parecer tarefa de equilibrista. Ao mesmo tempo, quanto mais honestos somos com nós mesmos e o quanto mais nós nos conhecemos e entendemos o que realmente é importante para a gente, mais perto estamos de resolver essa equação.


Talvez fazer uma escolha sustentável para a nossa vida tenha a ver com aquilo que vai nos sustentar (no sentido de manter, suportar e amparar) à longo prazo. Ser sustentável não tem a ver com o fim, tem a ver com o caminho. Tem pouco a ver com “onde” se chega, e mais a ver com “como” se vai. Claro que eu vou cuidar do meio ambiente, usar menos plástico, comer menos carne animal, desligar a torneira ao lavar a louça. Mas vou cuidar com a mesma atenção do meu corpo físico e mental, vou trilhar um caminho tão lindo para mim, quanto o que estou ajudando a construir para o planeta. E vice-versa. Afinal, não somos parte de um todo? Lembrei do porquê de várias das minhas escolhas e entendi: talvez eu pudesse estar mais longe, mas eu gosto de quem fui, até agora, pelo caminho.




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